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Santiago – Centro e região

Foram dias nublados e dias ensolarados em Santiago, mas a temperatura sempre baixa e numa tarde até chegou a garoar. Ficamos hospedados no Hotel Fundador, que fica em uma rua super lindinha do centro e como era bem próximo de uma estação de metrô acabamos não usando outro meio de transporte por lá. O metrô é bom, tem muitas estações e preço acessível (média de R$ 2,75).

Passeamos bastante pelo Centro, mas os principais prédios históricos, praças e catedrais estavam em reforma, então não deu para fazer muitas fotos nesses pontos turísticos. Toda a cidade estava bem enfeitada com bandeirinhas, cores e objetos típicos do país para as Fiestas Patrias, que acontecem em Setembro, mês em que celebram a independência do país e outras datas históricas.

Também conhecemos outros bairros, como o Bellavista que tem como melhor definição “a Vila Madalena de Santiago”, lá tem muitos bares e restaurantes e as ruas são lindas! Também passeamos por Providencia e Las Condes, visitamos os shoppings e algumas lojinhas de rua (depois eu conto sobre as compras).

Edifício Martinelli

Para deixar um legado permanente de seu trabalho, o Comendador Giuseppe Martinelli (italiano, dono de uma empresa de navegação) decidiu erguer na cidade de São Paulo o mais alto arranha-céu da América do Sul. Em 1924 iniciou a construção do prédio de 12 andares, projetado com ajuda do arquiteto húngaro William Fillinger, em um grande terreno da então área mais nobre da capital. Assim surgiu o Edifício Martinelli.

Durante a construção foram “acrescentando” mais andares e em 1928 chegou a 20. Nessa época o próprio Comendador já havia assumido o projeto e também trabalhava como pedreiro. Quando o prédio atingiu 24 andares foi embargado, por não ter licença e desrespeitar as leis municipais – ultrapassava o limite de altura dos prédios na cidade. Depois que essa questão foi resolvida, uma comissão técnica garantiu que o prédio era seguro e limitou sua altura a 25 andares, mas o objetivo de Martinelli era chegar aos 30 e o fez construindo sua nova residência, com cinco andares, no topo do prédio.

O edíficio e seu dono passaram por maus bocados no decorrer de sua construção e Martinelli teve que entregar ao governo da Itália em troca de uma dívida, mas, durante a guerra, o Brasil confiscou o patrimônio. Passado alguns anos ficou abandonado e se tornou um grande cortiço, mas em 1975 foi desapropriado pela prefeitura e completamente reformado. Reinaugurado em 1979, hoje abriga secretarias municipais, empresas particulares e estabelecimentos comerciais na parte térrea.

A “Casa do Comendador” é a réplica de uma villa italiana, e do seu terraço maravilhoso temos uma visão panorâmica da cidade. Essa visita foi menos concorrida que a do Banespa. Existe uma portaria exclusiva para os visitantes do terraço (chegamos, preenchemos nossos dados e entramos no elevador – direto para o 26º andar), como o espaço é grande não há restrição ao número de pessoas (tinha umas 15 com a gente), a visita é monitorada e o tempo de permanência dura de 15 a 20 minutos.

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  • regata Riachuelo
  • calça Marisa
  • tênis Vans
  • echarpe comprado em Bs As
  • óculos Ray-Ban

Edifício Martinelli: Av. São João, 35 – Centro – Próx. Metrô São Bento
Seg. à sex., das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30; sáb. das 10h às 13h00
Entrada gratuita e não precisa agendar (exceto grupos grandes)

Banespão

Depois de uns sete anos eu finalmente voltei ao Edifício Banespa, o “Banespão”, e vim contar e mostrar pra vocês como foi. Eu e o Psy fomos numa quinta à tarde e estava bastante movimentado, esperamos entre 20 e 30 minutos na fila – já ouvi dizer que as vezes demora mais de uma hora, acho que demos sorte…

O edifício foi inaugurado em 1947, para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e na verdade se chama Edifício Altino Arantes – homenagem ao primeiro presidente do banco. Com seus 35 andares, já foi o edifício mais alto do Brasil, mas desde a década de 60 ele “perde” para o Mirante do Vale, que tem 51 andares e, por ficar em um vale (do Anhangabaú), não parece ser tão alto. Atualmente o Banespão é o 3º edifício mais alto da cidade e o 5º do país.

Claro que a vista geral de São Paulo é o que todos querem apreciar, mas há outras atrações no edifício. O saguão tem paredes altas de mármore e o piso com brasões de bronze, um enorme painel com pintura de pessoas trabalhando e um lustre maravilhoso de 13 metros, feito com 10mil pingentes de cristal. Depois de subir um elevador até 26º andar, outro até o 32º e dois lances de escada, esperamos novamente em uma salinha com fotos e notícias antigas sobre o Edifício Banespa.

Mais um lance de escada e chegamos ao topo do prédio: a torre! A visita é monitorada e “lá em cima” só podem ir 6 pesoas de cada vez (o espaço é pequeno mesmo) e o tempo de permanência é de 5 minutos. Parece pouco, mas da para ver tudo, fotografar e bagunçar a cabeleira com o vento ;D

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Banespão (Edifício Altino Arantes): Rua João Brícola, 24 – Centro
Próx. Metrô São Bento –  De seg. à sex., das 10h às 15h
Entrada gratuita e não precisa agendar

Também visitamos o terraço do Edifício Martinelli, logo logo posto aqui ;*

Adiós Buenos Aires

Hoje, pouco antes do sol nascer, nos despedimos de Buenos Aires e agora já estamos em casa…

Todos os cantos que visitamos eram lindos, as pessoas foram atenciosas e com certeza a viagem valeu! Não conseguimos ver tudo o que queríamos… sim, várias coisas podem ser dispensadas, mas tem mesmo muito o que ver e fazer por lá. Agora já quero voltar e visitar o que não deu tempo hehe

Mas enquanto esse retorno não acontece, continuarei mostrando aqui as coisas legais que vi na terra dos hermanos.

Claro que fomos para o centro ver a Casa Rosada (sede da presidência da República Argentina) e, gente, como é linda! hehe. Também fomos ao Obelisco, na Av 9 de Julio (principal avenida da cidade) e à Calle Florida, que todos comparam à rua 25 de Março de São Paulo, e eu chamo de “segundo paraíso de Bs As” (o primeiro é Palermo Soho hahaha).

O comércio da Florida é maravilhoso, muitas coisas legais, especialmente a loja de departamento Falabella, que tem quatro andares e possui corners de várias marcas de roupas, maquiagem, acessórios, games e eletrodomésticos, (lembram do Mappin?) incrível!

¡Adiós muchachos!

Street Biennale

Abriu oficialmente em São Paulo, no dia 22 de setembro, a primeira edição da Street Biennale – intervenções feitas por sete artistas convidados (quatro brasileiros, dois franceses e um chinês) em edifícios históricos do centro antigo da capital paulista. E no sábado, quando parou a chuva forte, peguei minha câmera (que não é muito boa) e minha coragem (que é pior ainda) e fui.

Nunca tinha andado sozinha pelo centro velho, foi divertido e assustador… eu parecia uma perdida olhando pro céu hahaha, é que os painéis ficavam no alto dos prédios. Me dei conta do quanto eu amo São Paulo, a arquitetura, as praças com esculturas históricas, que lugar lindo! E do quanto eu odeio, quanta pobreza e sujeira, que lugar horrível!

Voltei de lá pensando nesse paradoxo e me dei conta que é o tipo de coisa que a gente, que não convive, só percebe quando leva um “tapa na cara”… espero que o novo governo melhore essa situação.

Mas vamos falar de coisa boa, hê. Abaixo algumas fotos que eu consegui tirar.

Artistas: Fabiano Gonper, Herbert Baglione, Vicente de Mello, François Demarigny, Mohamed Bourouissa, Ko Siu Lan e Paulo Climachauska

As intervenções/obras estão entre a Praça Ramos de Azevedo, Av. São João e Av. Rio Branco, todas a céu aberto e ficam expostas até 22 de outubro.