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O corpo é a casa

Ainda sobre coisas boas que estão rolando em São Paulo este mês, no CCBB temos a exposição O corpo é a casa, do artista austríaco Erwin Wurm, que já está próxima do fim, mas não deve deixar de ser visitada.

Erwin Wurm reconfigura objetos do cotidiano, como casas, móveis, carros e roupas, em contextos inesperados, alguns engraçados e críticos em relação à sociedade contemporânea, pois além de falar sobre eles próprios, falam sobre nós, nosso físico e nosso psicológico. Para ele a casa é parte do nosso corpo, como uma pele que nos protege, assim como os demais objetos, e em suas obras estes objetos ganham vida orgânica.

Além das obras estáticas, também é possível discutir o corpo e o comportamento humano com as “Esculturas de um minuto”, que funcionam como uma perfomance não planejada. Seguindo as instruções, o público se torna uma escultura do artista durante 60 segundos. É bem divertido, mas algumas são difíceis! haha

O corpo é a casa por Erwin Wurm – Até 3 de abril
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
De quarta à segunda, das 9h às 21h – Entrada gratuita

Da Vincis do Povo, por Cai Guo-Qiang

Passeando pelo centro de São Paulo, no cruzamento da Rua Álvares Penteado com a Rua Quintanda, você se depara com aviões, helicópteros, submarinos e objetos não identificados suspensos por cabos de aço do lado de fora do CCBB -oi? São algumas das obras do artista chinês Cai Guo-Qiang para a exposição Da Vincis do Povo – sim, o nome é uma alusão ao inventor Leonardo Da Vinci.

Cai Guo-Qiang é famoso por suas obras pirotécnicas e foi o responsável pelos efeitos especiais das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Com a ajuda de camponeses de seu país, que construíram as peças suspensas, a mostra começa do lado de fora do CCBB com a frase “Nunca aprendi a pousar” bem destacada, remetendo aos seus desejos e sonhos. Da Vincis do Povo está no CCBB e no Palácio dos Correios, possui no total 14 instalações e cerca de 60 engenhocas, como robôs que se movimentam, imitam pessoas, animais, insetos…

Também há enormes painéis “pintados” com a explosão da pólvora (o maior deles está no átrio do CCBB) e sempre há vídeos explicando aos visitantes como foi o processo de criação e desenvolvimento de cada um deles.

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Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Ter. à dom. e feriados das 9h às 20h.
Palácio dos Correios e Telégrafos: Avenida São João, s/n – Centro
Seg. à sex. das 9h às 18h; sáb., dom. e feriados das 9h às 17h.
Ambos: até dia 23/06 – Entrada gratuita

Índia!

Visitei no CCBB uma exposição super legal chamada Índia!, sim, as portas do segundo país mais populoso do mundo estão abertas em São Paulo.

São mais 350 obras antigas, populares e contemporâneas, divididas em três blocos temáticos: Homens, Deuses e Formação da Índia Moderna; que nos dão, especialmente, aulas de História e de Arte.

Essa é a maior exposição de cultura indiana já realizada no Brasil e conta com esculturas, pinturas, fotografias, instrumentos musicais, filmes e vestimentas, entre muitas outras riquezas e diversidade cultural desse país tão fascinante. Um verdadeiro show de cores e estampas.

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Até 29/abril – ter. a dom., das 9h às 21h – entrada gratuita

O Mundo Mágico de Escher

Um dos passeios do feriadão (é, to atrasada) foi ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) para visitar a exposição O Mundo Mágico de Escher, que conta com obras interativas e 95 obras reais do artista, além de um filme em 3D e uma apresentação animada de alguns de seus desenhos.

Famoso por criar impressionantes obras com efeitos de ilusão de ótica, o artista holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972) explora em suas obras truques de sombras, profundidade geométrica e ilusões visuais com uma incrível qualidade técnica e estética.

Para deixar a mostra um pouco mais lúdica e permitir que o público experimente a sensação de estar nas obras de Escher, o curador Pieter Tjabbes e os artistas Marcos Muzi e Luís Felipe Abbuti recriaram algumas de forma interativa.  O quebra-cabeça gigante, que trabalha o claro e o escuro causando certa ilusão, se encontra logo na entrada do CCBB. Nos demais andares encontramos a Sala do Periscópio, com o poço infinito, e a Sala do Impossível, onde uma das janelas mostra tudo em ordem, enquanto na outra os objetos aparecem flutuando.

Não era permitido fotografar todas as obras e é difícil descrever, então quem puder visitar a expo, vá! Recomendo (:

Fotos: Marilia Sestari

O Mundo Mágico de Escher: CCBB-SP – Até 17/07.
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP