FILE 2017 – O borbulhar de universos

Ao entrar na galeria de arte demos de cara com enormes bolhas de sabão passeando pelo ambiente e feitas por sons de três buzinas. É a Black Hole Horizon, primeira obra que vemos na 18ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) e que transforma o som em objetos tridimensionais mantendo o espaço em constante transformação.

Este ano o FILE tem como tema “O borbulhar de universos” e convida os visitantes a experimentar e refletir sobre novos e antigos conceitos, não apenas com os olhos, mas com todos os sentidos, em universos borbulhando em cores, sons e texturas. São 360 obras, produzidos por 339 artistas estrangeiros e 18 brasileiros, entre elas estão instalações interativas, jogos eletrônicos, animações, projeções, gifs, vídeos e sonoridades eletrônicas.

Uma das que mais chamam atenção e forma fila para experimentar é a Physical Mind, que explora realmente a relação entre o físico e o mental do participante. A pessoa deita entre dois objetos infláveis, é erguida e comprimida suavemente entre as curvas dos dois objetos, assim a obra explora a dualidade entre o desconforto e estresse gerado pela instabilidade inicial e o conforto e sensação de acolhimento provocado pelo contato com os infláveis.

Com tantas redes e tantas informações, estamos todos envolvidos em um fluxo incessante de conceitos, imagens, opiniões e desejos. Estamos inflando e a qualquer momento podemos explodir. Estamos borbulhando! Os mundos e tendências são infinitos, o universo ficou pequeno diante do multiverso. É o borbulhar de universos. Aproveite, o FILE sempre vale a visita ;]

FILE 2017 – até 03/09
Centro Cultural FIESP: Av. Paulista, 1313
Todos os dias, das 10h às 20h – Entrada gratuita

Greetings from Osasco

Para quem não sabe, eu sou de Osasco (Zona Oeste de São Paulo), que, apesar do lema “Cidade trabalho”, é mais conhecida como A Capital do Hot Dog. Durante o dia muitos carrinhos com os lanches normais e à noite chegam os que fazem os turbinados, gigantes e bombásticos “hot dog no prato”. Eu confesso que faz muitos anos que eu não como hot dog de rua, mas se eu fosse indicar para alguém, com certeza seria algum do calçadão.

Ahh o calçadão! Um lugar cheio de lojas de todos os tipos, juro que lembra uma 25 de Março. De roupas a móveis, de livros a bugigangas, com preços para todos os bolsos, “chip da tim vivo claro e oi”, “oculista exame de vista” e pombas. Muitas pombas. Cuidado para não darem um rasante no seu hot dog, pois são muitas pombas mesmo!

O meu caso com essa cidade é de eterno amor e ódio, mas quando eu era jovem (aiai…) achava Osasco o centro do universo. Eu não saía daqui (eu ainda moro aqui), conhecia o Largo de Osasco como a palma da mão (já mudou muito desde então), ia a todos os eventos e curtia ao máximo que a cidade tinha a oferecer. E foi legal, ahh foi muito legal!

Osasco ta looonge de ser a melhor cidade do mundo, mas continua sendo boa pra mim. Eu nasci aqui, eu cresci aqui (gabrieeelaaa) e tenho orgulho, por isso amei quando vi essa camiseta! Ainda mais porque tem ilustração TOPTOPTOP da minha querida amiga Adriana Marto ;]

  • camiseta Bolovo
  • shorts Marisa
  • pochete Agora Que Sou Rica
  • meia-çalça Triffil
  • coturno Dr. Martens

Anime Friends 2017

Falando em Japão~~ mais um Anime Friends chegou – e se foi. No último final de semana, em local inédito, aconteceu a 15ª edição do maior evento de cultura pop japonesa e universo geek e desta vez foi o Transamerica Expo Center, na Zona Sul de São Paulo, que abrigou os fãs de anime, mangá, videogame e cosplay, entre outros.

Foram 3 dias de evento, somando mais de 100 horas de atrações divididas em 5 palcos. Com desfile e concurso de cosplay, Amimekê e Kpop Cover Challenge, feira com exposição e vendas de brinquedos, jogos, acessórios, livros, mangás novos e usados e material autoral, além de palestras e bate-papos com os dubladores brasileiros de Hora da Aventura e com Takumi Tsutsui, o ator que interpreta Jirayia, sim o da série de tokusatsu Jiraiya: O Incrível Ninja.

Também rolaram shows de artistas nacionais, como Bruno Sutter (o Detonator do Massacration) e Raphael Bittencout da banda Angra, que apresentou seu primeiro álbum solo, o “Brainworms I”, uma homenagem às canções que “grudam na cabeça”.

Entre as atrações internacionais rolou T. M. Revolution, Do As Infinity e o grupo idol sul-coreano Blanc7. A banda que eu mais queria ver era Asian Kung-fu Generation, conhecida principalmente por suas músicas de abertura e temas de vários animes (que eu adoro) como Naruto, Bleach e Fullmetal Alchemist. E, claro, vibrei ouvindo ao vivo!

Japão – Kyoto III: Gion, gueixas e chá

E para terminar os posts sobre Kyoto *escorre uma lágrima*: GUEIXAS e CHÁ!!

Mesmo estando em constante modernização, como todo o país, Kyoto ainda tem muitos edifícios e construções anteriores à guerra, templos e casas de madeira tradicionais (machiyas), como vimos em Gion, o bairro das gueixas! Lá almoçamos na feirinha do Santuário Yasaka, vimos gueixas (ou garotas comuns vestidas de gueixa… ?), mais templos e tomamos chá com bolo e sorvete.

Em Gion tem muitas lojas que alugam kimonos e yukatas (aqueles trajes tradicionais), alguns até oferecem o serviço de fotografar quem tiver interesse, o que não era nosso caso, pois queríamos mesmo explorar o máximo que podíamos!

Depois de tantos templos (veja aqui e aqui), queríamos assistir uma cerimônia do chá, mas descobrimos que elas só acontecem até às 14h (???) então nos restou tomar chá em uma cafeteria hahaha! Fomos super bem atendidas e mimadas no Dream Coffee (que fica dentro do Household Goods Store, uma espécie de mini galeria), tomamos chá preto e comemos quatro sabores diferentes de bolo: chocolate, sakura, chá verde (matcha) e abóbora. Todos ótimos!

Depois passeamos mais um pouco pelas lojinhas até escurecer e pegamos o ônibus de volta para a estação de trem… Aiai, sdds Kyoto ;-;

♥ おおきに 京都 ♥

Japão – Kyoto II: Mais templos e mais sakuras

O segundo dia em Kyoto será divido em dois posts por motivos de: QUE LUGAR FODA DA PORRA! Ok que eu posso falar isso de tudo o que vi durante essa viagem, mas Kyoto é demais! hahaha… to rindo, mas é sério :P

Compramos o City Bus All Day Pass, que dá direito a usar uma determinada linha de ônibus durante o dia todo, vende no terminal de ônibus da estação JR Kyoto – só optamos por ele no segundo dia devido a distância e quantidade de lugares que pretendíamos ir. Começamos pelo Kinkaku-ji (Templo do Pavilhão Dourado), um templo lindo, com lagos e um pavilhão coberto de folha de ouro puro e com uma fênix chinesa no telhado.

Em Gion (que eu vou contar no próximo post), visitamos mais templos e, para mim, o mais espetacular e emocionante foi o Ryozen Kannon, um memorial que homenageia os não sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. Lá tem uma estátua enorme de Bodhisattva Avalokiteśvara (Kannon), com 24 metros de altura, feita de concreto e aço, construída por Hirosuke Ishikawa e revelada em 1955. Assim como no Grande Buda de Kamakura, também podemos visitar a estátua por dentro, onde encontramos santuários e altares.

O dia estava ensolarado e Kyoto é um lugar tão incrível que até tira nossa respiração, foi por isso que optamos por dividir os passeios em dois dias. E foi exatamente assim, sem ar de tanta emoção, que me senti quando passamos por Philosopher’s Walk. Uma calçada na beira de um canal, famosa pela linha contínua de árvores de cerejeira – e onde, mais uma vez, ficamos um tempão contemplando as sakuras *-*

🌸🌸🌸

Japão – Kyoto I: Templos e Bambus

Kyoto é conhecida como a cidade dos samurais, foi a capital do Japão antes de Tokyo e, apesar do nosso caso de amor com Rurouni Kenshin (Samurai X – hihihi), o que mais queríamos ver lá eram as gueixas e os templos.

Começamos com a segunda opção e fomos visitar o Fushimi Inari Taisha, o templo central de Inari Ōkami (em Fushimi), conhecido por suas imagens de raposas (kitsune) e pelo longo caminho de portais vermelhos (toriis) em sequência quase infinita. O templo fica na base da montanha, também chamada Inari, e é um dos mais famosos santuários xintoístas da região.

De lá, nosso próximo destino seria a floresta de bambu, mas pegamos um “atalho” tão magnífico que precisamos adiar um pouco. Fizemos um caminho por dentro do templo Tenryū-ji, que significa “templo do dragão celestial” e é considerado o maior templo zen budista de Kyoto, está na lista de patrimônio mundial da Unesco. Não, não é pouca coisa! Apenas passeamos pelas áreas externas, mas valeu a pena pagar 500 ienes para “cortar caminho”, pois ficamos encantadas com o Sogenchi Garden, um enorme jardim com diferentes tipos de árvores, flores e um lindo lago. Como as sakuras são (e sempre serão) nosso ponto fraco, passamos algum tempo por lá até chegar nos fantásticos bambus…

Sim, FANTÁSTICOS!! Eu não pensei que fosse ficar tão boquiaberta com bambus! A floresta fica em Arashiyama e possui um bosque de bambus que formam uma espécie de túnel. O som do vento passando por eles é indescritível! Foi o encerramento perfeito para o nosso primeiro dia em Kyoto (:

♥ 京都 ♥

Casal que se veste igual

Vem chegando o dia dos namorados, então aqui vai um ~lookzinho~ de casal ♥

Curiosidade: no Japão eu vi que muitas pessoas, amigos e casais, se vestem iguais. Aqui no Brasil isso parece meio que um pesadelo, mas lá é ~cool~, eles combinam mesmo e, pessoalmente, eu até acho legal! haha

Combinando o look ou não, eu e o Psy temos alguns gostos bem similares e não é sempre que saímos “parecidos”… mas as vezes acontece, como neste dia em que os dois estavam com camiseta cinza com estampa de Dragon Ball, parte de baixo preta e jaqueta jeans, hihihi

Psy

  • jaqueta H&M
  • camiseta GU
  • Calça Renner
  • tênis New Balance

Eu

  • jaqueta Vintage
  • camiseta e bolsa GU
  • saia Forever 21
  • meia-calça Lupo
  • meia lurex Wego
  • bota Bottero

Japão – Kamakura: Kotoku-in, Daibutsu e Hase-dera

Kamakura (鎌倉市) é considerada uma cidade sagrada para os japoneses. Ela fica a 50 km de Tóquio e é conhecida principalmente pelo Daibutsu (Grande Buda), uma estátua de bronze de 13,5 metros que foi erguida em 1252. Catástrofes naturais como terremotos e tsunamis destruíram os templos que foram construídos ali, mas a estátua resistiu. Incrível demais!

Além de todo o ambiente lindo e bem arborizado, no templo Kōtoku-in também podemos contemplar a imagem do Grande Buda por dentro. A estátua é oca, é possível entrar para conhecer sua estrutura e mais detalhes de como foi feita.

De lá fomos para o templo de Hase-dera, que também é bem famoso! Ele fica um pouco escondido no alto de um morro, de onde se tem uma linda vista da cidade e da praia de Yuigaham, e por ter jardins lindos e com grande variedade de espécies, é apelidado de “Templo das Flores”.

No salão principal do templo está a estátua da Kannon de onze faces, que tem 9,18 metros de altura e é a maior estátua de madeira de Buda do Japão (e não pode ser fotografada).

Fomos em um dia de semana, pegamos o trem da linha JR Yokosuka na estação de Tokyo e descemos na estação Kamakura. Caminhamos cerca de 25 minutos até chegar ao Kotoku-in. Tem a opção de ir de ônibus, mas o percurso é lindo, então vale a caminhada!

Jaqueta rosinha

Um vestido básico com uma sandália básica e um coque de qualquer jeito…  ~Taca uma jaqueta rosinha que na correria fica tudo bem ;P

  • jaqueta Ali Express
  • vestido e bolsa Forever 21
  • sandália Mist Store
  • choker Claire’s (Japão)

Japão – Bizarrices do bem, presente e vlog

No Parque Ueno presenciamos as primeiras bizarrices do bem com japoneses. Foram coisas muito legais, mas chamo de “bizarrices” por não serem nada comuns aqui em São Paulo. O primeiro foi um homem que nos chamou e nos levou até uma árvore linda para tirar uma foto nossa PARA NÓS MESMAS! Estávamos andando e ele chegou falando um monte de coisas que não dava pra entender enquanto apontava para o cabelo rosa da minha amiga, nos puxou até uma árvore, pegou minha câmera e nos fotografou ali simplesmente porque achou que seria legal – e foi, embora a gente tenha ficado bastante assustadas até entender que ele só estava sendo legal mesmo.

A segunda foi com cachorrinhos que vieram até nós, a dona pediu desculpas por eles terem sujado minha saia, mas quem liga pra sujeira quando são cachorrinhos maravilhosos? Ficamos um tempão brincando com eles e no fim a dona nos deu um presente SIMPLESMENTE PORQUE AMAMOS OS CACHORROS DELA!!! Mais uma vez ficamos chocadas. Eu até gravei um videozinho* depois do ocorrido contando melhor como foi, porque eu precisava registrar logo de alguma forma hahaha! Mas fico triste por não ter filmado os cachorrinhos felizes :/

Curiosidades: Mesmo não entendendo nossa língua (e bem pouco de inglês), os japoneses (em geral) se esforçam muito para ajudar e dá pra ver como eles ficam contentes quando entendemos ou damos atenção, principalmente quando brincamos com seus cachorrinhos. Ao falar que somos do Brasil eles ficavam muito impressionados por causa da distância e do tempo de viagem.

*Me perdoem, eu ainda não sei ser vlogueira…