Japão – Kamakura: Kotoku-in, Daibutsu e Hase-dera

Kamakura (鎌倉市) é considerada uma cidade sagrada para os japoneses. Ela fica a 50 km de Tóquio e é conhecida principalmente pelo Daibutsu (Grande Buda), uma estátua de bronze de 13,5 metros que foi erguida em 1252. Catástrofes naturais como terremotos e tsunamis destruíram os templos que foram construídos ali, mas a estátua resistiu. Incrível demais!

Além de todo o ambiente lindo e bem arborizado, no templo Kōtoku-in também podemos contemplar a imagem do Grande Buda por dentro. A estátua é oca, é possível entrar para conhecer sua estrutura e mais detalhes de como foi feita.

De lá fomos para o templo de Hase-dera, que também é bem famoso! Ele fica um pouco escondido no alto de um morro, de onde se tem uma linda vista da cidade e da praia de Yuigaham, e por ter jardins lindos e com grande variedade de espécies, é apelidado de “Templo das Flores”.

No salão principal do templo está a estátua da Kannon de onze faces, que tem 9,18 metros de altura e é a maior estátua de madeira de Buda do Japão (e não pode ser fotografada).

Fomos em um dia de semana, pegamos o trem da linha JR Yokosuka na estação de Tokyo e descemos na estação Kamakura. Caminhamos cerca de 25 minutos até chegar ao Kotoku-in. Tem a opção de ir de ônibus, mas o percurso é lindo, então vale a caminhada!

Japão – Bizarrices do bem, presente e vlog

No Parque Ueno presenciamos as primeiras bizarrices do bem com japoneses. Foram coisas muito legais, mas chamo de “bizarrices” por não serem nada comuns aqui em São Paulo. O primeiro foi um homem que nos chamou e nos levou até uma árvore linda para tirar uma foto nossa PARA NÓS MESMAS! Estávamos andando e ele chegou falando um monte de coisas que não dava pra entender enquanto apontava para o cabelo rosa da minha amiga, nos puxou até uma árvore, pegou minha câmera e nos fotografou ali simplesmente porque achou que seria legal – e foi, embora a gente tenha ficado bastante assustadas até entender que ele só estava sendo legal mesmo.

A segunda foi com cachorrinhos que vieram até nós, a dona pediu desculpas por eles terem sujado minha saia, mas quem liga pra sujeira quando são cachorrinhos maravilhosos? Ficamos um tempão brincando com eles e no fim a dona nos deu um presente SIMPLESMENTE PORQUE AMAMOS OS CACHORROS DELA!!! Mais uma vez ficamos chocadas. Eu até gravei um videozinho* depois do ocorrido contando melhor como foi, porque eu precisava registrar logo de alguma forma hahaha! Mas fico triste por não ter filmado os cachorrinhos felizes :/

Curiosidades: Mesmo não entendendo nossa língua (e bem pouco de inglês), os japoneses (em geral) se esforçam muito para ajudar e dá pra ver como eles ficam contentes quando entendemos ou damos atenção, principalmente quando brincamos com seus cachorrinhos. Ao falar que somos do Brasil eles ficavam muito impressionados por causa da distância e do tempo de viagem.

*Me perdoem, eu ainda não sei ser vlogueira…

Japão – Tokyo: Parque Ueno e as sakuras

Nosso primeiro e tão aguardado passeio foi para ver as flores de cerejeira (sakuras) no Ueno Kōen (Parque Ueno). Quando chegamos e vimos tudo rosinha foi emocionante demais!! Tinha sakuras de vários tipos e cores, foi a a primeira vez que vi as vermelhas… lindas!

O parque é um dos mais populares de todo Japão, fica no distrito de Ueno do bairro de Taito, Tóquio. O acesso é super rápido, pois está bem em frente a Ueno Station. Foi fundado em 1873, abriga alguns templos budistas e grandes museus, além de um zoológico. É enorme! Possui mais de 8mil árvores e cerca de 800 árvores de cerejeira.

No dia em que fomos tinha feirinha com comidas e estava bem cheio. O sol sumiu rápido e fazia muito frio, mas passamos o dia lá contemplando as flores que tanto sonhamos ver em seu país de origem ♥ Fotografei um monte e ainda fiz um videozinho (bem amador) para mostrar o máximo aqui pra vocês. Preparados pra chuva de fotos? :D

Voltamos neste mesmo parque depois de quase 20 dias e já não tinha mais sakuras. O tempo de vida delas é muito curto e demos muita sorte de conseguir ver tudo no auge do florescimento, pois poucos dias, antes ou depois, faria toda a diferença!

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Konichiwa Nihon !

Oi sumida!

Essa é minha última semana no Japão (pois é, para quem não sabia, estou aqui!), muito triste por ter que me despedir, mas muito feliz pela experiência!

Para começar, bem, eu e mais três amigas planejamos essa viagem por muito tempo. Era um sonho em comum ver as cerejeiras florescendo e decidimos realizar juntas. Não foi fácil, muito menos barato, mas demos muuuita sorte em vários aspectos: passagem na data que queríamos com preço bom e em uma das melhores companhias aéreas, as flores estarem perfeitas (porque elas tem pouquíssimo tempo de vida), encontrar Airbnb com preço bom e ótima localização… Coisas que não tem um segredo, foi sorte/coincidência mesmo!

Sobre tudo o que vi, eu não tenho melhor palavra para descrever do que: MARAVILHOSO! Ouvimos relatos de muita gente que viajou para cá uma ou mais vezes e de pessoas que moram/moravam aqui e ainda assim fomos surpreendidas! Tudo é muito diferente do que estamos acostumados no Brasil, as pessoas, o funcionamento das coisas, cotidiano e costumes…

Quando eu voltar para o Brasil – e conseguir me acalmar (!) – vou fazer posts mais detalhados sobre as coisas lindas e legais que estou vendo por aqui. Deixo apenas algumas fotos para dar um gostinho, espero que gostem ;]

こんにちは 日本

Chinatown e Little Italy – NYC

O mais legal de ver fotos é reviver os momentos através delas, não é mesmo? Estava arrumando uns arquivos de backup e acabei me hipnotizando enquanto lembrava do dia em que estivemos em dois bairros tão tipicamente estrangeiros de NYC.

Um dia fomos almoçar em uma cantina italiana no bairro Little Italy e para chegar lá passamos por Chinatown. Bem, os nomes são auto explicativos, né? hehehe!

Ambos ficam no Lower East Side. Chinatown é o bairro mais antigo e que abriga a maior quantidade de chineses no ocidente. Eu nunca estive na China, mas as fachadas e propagandas não deixam dúvidas hahaha. Little Italy é o bairro que foi ocupado por um grande número de ítalo-americanos durante o início do século XX, as ruas são decoradas com as cores da bandeira italiana e há muitos restaurantes e cafés tradicionais.

Almoçamos no restaurante Grotta Azzurra, uma cantina tradicional com muitas opções de massas muito boas, mas o inesquecível mesmo foi o Classic Cannolli de sobremesa. Deliciosíssimo!

Quero ainda passear mais por esses lugares, fotografar com câmera boa e não só com o celular, experimentar as iguarias… Um dia, um dia… haha ;]

High Line – NYC

Nem só de Times Square e Central Park vive Nova York. Uma das mais recentes atrações turísticas da Big Apple é o High Line Park, uma antiga linha de trem suspensa, construída na década de 30 e que estava abandonada, deu lugar a um parque em 2009.

Com muitos jardins, bancos para leitura e descanso, decks de observação e contemplação do Rio Hudson. Além da paisagem no horizonte, podemos ver painéis, graffitis e incríveis edifícios – novos e antigos, o parque é quase uma galeria ao ar livre. Também tem stands com comida e bebida numa área coberta que fica no meio do percurso.

O High Line fica a 8 metros de altura e atravessa 3 bairros (aproximadamente 2,5 Km): Meatpacking, West Chelsea e Hell’s Kitchen, que são pouco visitados pela maioria dos turistas… azar o deles, porque não há nada que não deva ser visitado por lá :P

The High Line: Gansevoort St. – Todos os dias das 7h às 23h. Entrada gratuita

Dumbo e Brooklyn Bridge – NYC

Em NY ficamos hospedados no Brooklyn, que é um bairro enorme! Um famoso ponto turístico de lá e que vemos muitas fotos semelhantes é o DUMBODown Under the Manhattan Bridge Overpass (algo como “Abaixo do viaduto da ponte Manhattan”) – uma vizinhança cheia de lojas lindas, onde podemos ver a Manhattan Bridge. Lá paramos para tomar um café (chocolate quente, no meu caso) antes de ir para a ponde do Brooklyn.

A Brooklyn Bridge foi inaugurada em maio de 1883, possui 1834m de extensão e 84m de altura total (41m de vão livre), é uma das três pontes que liga Manhanttan ao Brooklyn e, assim como a Williamsburg Bridge, os pedestres e ciclistas atravessam por cima e veículos por baixo, mas não há linha de metrô que passa por ela.

Nosso objetivo era atravessar a ponte, mas estava muito frio, chuviscando e aquele vento de cortar o rosto, sabe? Então acabamos andando só um pedaço e voltando para o Brooklyn Bridge Park, de onde avistamos Manhattan do outro lado do East River (olha ali o One World Trade Center!). Tomamos sorvete na Ice Cram Factory (vanilla e chocochip são maravilhosos!) esperamos a garoa diminuir e fomos embora.

Infelizmente o clima não colaborou para explorarmos mais a região… Espero um dia voltar quando estiver sol ;D

Sim, ainda tem mais coisas da viagem para postar… Desculpem a demora, juro que tentarei ser mais breve.

Hoboken e Carlo’s Bake Shop

Passamos um dia em Hoboken, uma cidadezinha muito fofa de Nova Jersey, onde fica a loja do Cake Boss (aquele dos bolos absurdos), a Carlo’s Bake Shop. Existem outras filiais da loja, mas esta é a a matriz, onde tudo começou e fica de frente para a prefeitura da cidade, a rua até ficou conhecida pelo seu nome.

No dia em que fomos estava lotada e demorou para chamar nossa senha, mas saímos de lá muito felizes com nossa sacolona de docessss!! Cupcakes, cheesecakes, cookies, bolos e mais, tudo uma delícia!

A cidade fica do outro lado do Hudson River e fomos de trem, mais conhecido como PATH (Port Authority Trans Hudson) é o sistema ferroviário que liga Nova Jersey com Manhattan (e vice-versa), custa US$ 2,75 e a viagem para Hoboken leva cerca de 15 minutos.

Carlo’s Bake Shop: 95 Washington Street – Hoboken, New Jersey 07030

Statue of Liberty + September 11 Memorial

Os pontos turísticos são aquele cliché, sempre muito concorridos e cheios e, pra mim, emocionantes! Dois deles vou mostrar neste post.

A Estátua da Liberdade, que na verdade se chama A Liberdade Iluminando o Mundo, é um monumento que comemora o centenário da assinatura da Declaração da Independência dos Estados Unidos. Foi um presente de Napoleão III, após os EUA vencerem uma batalha contra a Inglaterra. Inaugurado em 28 de outubro de 1886, mede 92,9m de altura total, sendo 46,9m de base e 46m de estátua.

Fomos ao Battery Park e compramos os ingressos para visitar a estátua, que fica na Ilha da Liberdade (entre NJ e NY), na entrada do Porto de Nova York – para chegar lá pegamos o Ferry Boat. Os ingressos também dão acesso ao parque nacional instalado na ilha e uma visita ao museu de Ellis Island (que não fomos por motivos de muito calor e cansaço). Mas as ilhas e os parques são lindos e quem tiver disposição pode passear bastante por eles.

O que a estátua tem de feliz, o Museu e Memorial Nacional do 11 de setembro tem de triste… Em Lower Manhattan – perto do Battery Park, no local onde ficavam as torres do World Trade Center, destruídas nos ataques de 11 de setembro de 2001, construíram um museu e um memorial para lembrar as vítimas e os envolvidos no resgate desse acontecimento tão cruel e marcante. O memorial foi inaugurado no dia 11 de setembro de 2011 e é uma corporação sem fins lucrativos.

No mesmo complexo está o One World Trade Center (mais conhecido como WTC 1), que foi concluído em 2014, possui 541,3m, 104 andares e é atualmente o edifício mais alto dos Estados Unidos e o 4º mais alto do mundo!

Onde ficavam as torres gêmeas, hoje são duas piscinas quadradas com 30m abaixo do nível da rua, cercadas por uma floresta de árvores, como uma grande praça (vista aérea). Em volta das piscinas vemos os nomes das vítimas identificadas e não tem como não associar toda aquela água com lágrimas… é lindo, mas é muito triste.

Williamsburg Bridge – NYC

Manhattan é a “ilha principal” da Cidade de Nova York, com isso, para ter acesso entre ela e Long Island, quatro pontes foram construídas no decorrer dos anos. Uma delas é a Williamsburg Bridge, que liga Manhattan ao Norte do Brooklyn (Williamsburg), passando sobre o East River.

A ponte possui 94m de altura, 2.227m de comprimento e tem mais de 100 anos. Começou a ser contruída em 1896 e foi inaugurada em 1903. Por ela passam os trens das linhas J, M e Z do metrô, além de poder ser atravessada de automóvel, a pé ou de bicicleta.

Não, nós não atravessamos, hehehe. Mas andamos por um bom pedaço dela e conseguimos ver a Manhattan Bridge e a Brooklyn Bridge através de sua grade. A ponte é toda em metal cinza com grades cor de rosa, o trilho do metrô passa pelo meio, os veículos por baixo e os ciclitas e pedestres por cima, assim dando espaço para todos.