O corpo é a casa

Ainda sobre coisas boas que estão rolando em São Paulo este mês, no CCBB temos a exposição O corpo é a casa, do artista austríaco Erwin Wurm, que já está próxima do fim, mas não deve deixar de ser visitada.

Erwin Wurm reconfigura objetos do cotidiano, como casas, móveis, carros e roupas, em contextos inesperados, alguns engraçados e críticos em relação à sociedade contemporânea, pois além de falar sobre eles próprios, falam sobre nós, nosso físico e nosso psicológico. Para ele a casa é parte do nosso corpo, como uma pele que nos protege, assim como os demais objetos, e em suas obras estes objetos ganham vida orgânica.

Além das obras estáticas, também é possível discutir o corpo e o comportamento humano com as “Esculturas de um minuto”, que funcionam como uma perfomance não planejada. Seguindo as instruções, o público se torna uma escultura do artista durante 60 segundos. É bem divertido, mas algumas são difíceis! haha

O corpo é a casa por Erwin Wurm – Até 3 de abril
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
De quarta à segunda, das 9h às 21h – Entrada gratuita

Vestidos de comida

Conhecido por suas ilustrações de moda interativas, o armênio Edgar Artis usa diferentes materiais e coisas reais para compor suas criações, entre eles: comida!

São frutas, doces, grãos, sementes e até cebola, carne e macarrão (!) que dão continuidade aos seus traços, criando texturas incríveis para seus vestidos.

#rapidinhas

Os Gemeos – Silence of the Music

Também em Nova York, o Psy visitou a exposição da dupla Os Gemeos que está rolando por lá. É a Silence of the Music, que transforma vários espaços em uma instalação imersiva que combina desenho, pintura, colagem e escultura com elementos cinéticos e de áudio, homenageando a música.

São cinco salas com pinturas e objetos que cobrem as paredes do chão ao teto. Telas com o estilo já conhecido dos artistas, com referência ao imaginário da cultura brasileira e suas tradições. Outras com referências do hip hop, com boomboxes e alto-falantes pintados, discos de vinil e uma pickup (mesa de Dj).

A exposição oferece uma experiência multissensorial “que abraça o poder da imaginação humana e as diferentes interpretações visuais do subconsciente.”

Queria muito ter visto (e ouvido) de perto… Ainda bem que temos os registros (:

Silence of the Music – até 22 de outubro
Lehmann Maupin Gallery: 536 West 22nd Street – Nova York – NY 10011
De terça à sábado das 10h às 18h; sábados das 10h às 18h – Entrada franca

Eeveelutions as Goddesses

A canadense Nikkie Stinchcombe fez sua tese da faculdade de Artes sobre as mulheres da mitologia, mais precisamente sobre a figura da deusa e sua representação e simbolismo em culturas antigas. Mantendo a mesma base, passou a ilustrar e a “endeusar” referências do mundo pop, se inspirando em vídeo-games, quadrinhos, pin-up, moda, art déco e burlesco.

Lembrando um pouco os croquis de alta costura, Nikkie fez uma releitura das evoluções do pokémon Eevee, o único com 8 possibilidades de evolução (mesmo que a escolha seja feita pelo seu treinador e não pelo próprio pokemonzinho).

Na ordem: Eevee, Vaporeon, Jolteon, Flareon, Umbreon e Espeon juntos, Leafeon, Glaceon e Sylveon. Veja mais trabalhos da ilustradora em seu site.

FILE 2016

Não é a primeira vez (nem será a última!) que eu falo do FILE aqui no blog. O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica está cada vez mais incrível, a chamada dessa edição é “venha passar do limite”, como um convite para “destrancar a porta dos sentidos”.

Uma mistura de arte eletrônica com arte contemporânea que driblam os limites estéticos e combinam o espaço real com o espaço virtual, no design, no game, na animação e na arte. A interação e contemplação das obras ampliam nossa mente e fazem com que nossa imaginação vá além de seu limite. Demais!

Enquanto visitei a exposição pude constar que as instalações mais concorridas são a The Indivisible [Prototype nº 1], um mural digital super colorido que todos querem fotografar, e a Tape São Paulo, uma espécie de túnel em formato orgânico feito com fitas adesivas em que o público pode passear por dentro dele, mas eu não consegui ir porque fechou antes, então só fotografei por fora ):

FILE 2016 – até 28/08
Centro Cultural FIESP: Av. Paulista, 1313
Todos os dias, das 10h às 20h – Entrada gratuita

Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México

Eu visitei a exposição no Instituto Tomie Ohtake já faz algum tempo, mas só levei o celular e estava, até então, com frescura de usar essas fotos… Enfim, faltando um mês para acabar, tomei coragem de postar, então vamos lá!

A exposição conta com obras de 15 artistas vinculadas ao surrealismo, entre elas mexicanas, estrangeiras radicadas no México e interessadas na cultura, que no passado eram conhecidas como “esposas” desse ou daquele artista, agora elas são as protagonistas e podemos apreciar seu legado.

Todas as obras são demais, a maior parte das artistas eu não conhecia e me encantei, mas confesso que dei prioridade por registrar (e contemplar com maior vontade) as obras da Frida (juro que não sou poser, sou só muito fã mesmo). Além de seus famosos autorretratos, também temos acesso aos seus rascunhos, fotografias, estudos, páginas de seu diário e suas roupas.

Vale a visita para ver tudo de perto e para conhecer obras que giram em torno de Frida Kahlo, mas feitas por outras mulheres tão talentosas quanto ela.

Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México
Instituto Tomie Ohtake: Avenida Faria Lima, 201
(Entrada pela Rua dos Coropés) – Pinheiros
Até 10/janeiro – ter. a dom., das 11h às 20h – R$10,00 (R$5,00 meia-entrada)
Grátis às terças-feiras mediante retirada de senhas na bilheteria

21ª Fest Comix

No fim de semana rolou a 21ª edição do Fest Comix, maior e mais tradicional feira do Brasil para amantes de comics, games, action figures, cosplays, cinema e animações. Lá os fãs podem se reunir com artistas brasileiros e estrangeiros, profissionais dos comics americanos, dos mangas japoneses e mercado europeu, tudo realizado pela Comix Book Shop.

Muitas editoras aproveitam a feira para divulgação de seus lançamentos. As lojas e stands também possuem seus espaços garantidos para vender seus produtos. Mas não é só para quem já está no mercado, os artistas independentes podem divulgar e vender seus trabalhos, seja um livro, uma HQ, ilustração, camisetas… o importante é ampliar o alcance de suas obras.

Além de comprar muitos livros e revistas com descontos, o público ainda pôde conferir exposições, concursos de cosplay e Just Dance, assistir palestras de grandes autores, participar de discussões e ganhar autógrafos!

Da uma olhada no que encontramos por lá:

III Bienal Internacional ‘Graffiti Fine Art’

Outra expo boa, mas que foi super rápida (olha eu aqui atrasada de novo), é a III Bienal Internacional ‘Graffiti Fine Art’, criada por Renata Junqueira e Binho Ribeiro e idealizada pela produtora Mega Cultural, e que possui intervenções de mais de 60 artistas de vários países.

Pela primeira vez no Parque do Ibirapuera, a mostra apresenta a história do graffiti no Brasil e no mundo, suas influências de diferentes movimento artísticos do século XX e sua relevância na cultura e arte contemporâneas, com murais e quadros pintados com spray, estêncil e pincéis, esculturas e vídeos. Projetos super legais que eu não resisti em mostrar por aqui… pena que eu fui quase no fim e só consegui subir o post agora :/

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art – até 17/05 (mas alguns dizem ser até 19/05…)
Pavilhão das Culturas Brasileiras – Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº (Portão 10)
Terças das 10h às 21h; Quarta a domingo das 10h às 18h – Entrada gratuita

Cidade Gráfica

Em dezembro eu visitei a exposição Cidade Gráfica que estava no Itaú Cultural, achei os projetos incríveis e pretendia postar sobre ela, mas eu acabei ficando ocupada demais e quando me dei conta já tinha acabado…

Remexendo em algumas pastas de backup encontrei essas fotos e resolvi mostrar aqui, mesmo não sendo uma dica de expo, pois pode ficar como inspiração ;D

Com trabalhos de designers e coletivos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Paris, o tema da mostra foi as relações poéticas e críticas entre o design gráfico e as questões urbanas. De projetos gráficos (livros, cartazes, fontes) até pesquisas acadêmicas e obras na fronteira entre design e artes visuais, era possível fazer uma reflexão crítica, criativa e poética sobre as cidades, suas especificidades, complexidades e problemáticas.

Me desculpem o atraso, mas de tão legal eu achei que vale o #latepost (:

O Mundo Segundo Mafalda

Outra exposição linda que está em São Paulo é a “O mundo segundo Mafalda”. Inédita no Brasil, depois de passar pela Argentina, Costa Rica, México e Chile, foi feita especialmente para comemorar os 50 anos da personagem criada pelo cartunista argentino Quino.

Mafalda é uma criança que tenta compreender o mundo, fazendo reflexões curiosas e engraçadas, e carrega em si muitas críticas e analogias. Seus cabelos e pensamentos rebeldes ficaram conhecidos em todo o mundo – as histórias em quadrinhos já foram traduzidas para 26 idiomas.

A maior parte da mostra é interativa e, além de seus amigos Manolito, Felipe, Susanita, Miguelito, Guille e Libertad, também podemos conferir os ambientes frequentados pelos personagens, como os cômodos da casa e o carro da família.

Um amorzinho de exposição! Confiram nas fotos abaixo (:


O Mundo Segundo Mafalda – até 28/02/2015
Praça das Artes: Avenida São João, 281 – Centro – SP
Todos os dias, das 9h às 20h – Entrada gratuita